Epicondilite Lateral: causas, sintomas, prevenção e tratamento

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A epicondilite lateral, conhecida popularmente como cotovelo de tenista, é um dos problemas que mais afeta o cotovelo, atingindo de 1 a 3% da população, principalmente pessoas que têm entre 40 e 50 anos. Quer saber como surge e o que caracteriza essa síndrome?

Na articulação do cotovelo é possível encontrar três ossos: ulna e o rádio, que integram os ossos do antebraço, e o úmero, que é o osso do braço. Na parte inferior do úmero há duas proeminências ósseas denominadas de epicôndilos – o epicôndilo lateral está localizado dentro do cotovelo e o epicôndilo medial na parte interna do cotovelo.

Os músculos se ligam ao epicôndilo lateral por meio de seus tendões – vale destacar que o epicôndilo lateral é a região na qual vários músculos que dão movimento ao antebraço e à mão têm origem. Quando há lesões nesses tendões surgem microrrupturas. Com isso, se houver falha no processo de regeneração, pode haver o início de um processo degenerativo.

Em síntese, a epicondilite lateral surge quando existe a sobrecarga e o desgaste dos tendões, fato que causa a degeneração das fibras musculares e provoca dor. Um paciente acometido por essa doença pode ter dificuldades para realizar tarefas cotidianas como escovar os dentes, fazer a barba, abrir uma porta, escrever, etc.

Grupo de risco da epicondilite lateral

Apesar de ser conhecida como cotovelo de tenista, a epicondilite lateral afeta cerca de 5 a 10% dos praticantes dessa modalidade. Além dos tenistas, essa condição também pode acometer jogadores de beisebol, nadadores, arremessadores, dentre outros atletas que utilizam raquete ou bastão, por exemplo.

Cozinheiros, carpinteiros, motoristas, digitadores, operários de linha de produção, dentre outros profissionais também podem ser afetados por essa enfermidade que tem como principal fator de risco o esforço repetitivo que acaba originando, conforme supracitado, microrruptura nas estruturas anatômicas do cotovelo, causando degeneração das fibras musculares, fibrose e formação de tecido de granulação.

Causas da epicondilite lateral

As causas do cotovelo de tenista são multifatoriais. No entanto, em suma podemos dizer essa doença costuma acometer com mais frequência profissionais e esportistas que realizam movimentos repetitivos de supinação (movimento de rotação do antebraço) e extensão do cotovelo. Estudos apontam que pessoas com estilo de vida sedentário também podem desenvolver cotovelo de tenista.

Epicondilite lateral: como reconhecer os sintomas?

Dor na lateral do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço e piorar quando o paciente realiza alguns movimentos com o braço, é um dos principais sintomas da epicondilite lateral. Além disso, o indivíduo também pode sofrer com sensibilidade e ter dificuldade para segurar objetos, pois existe possibilidades de haver perda de força.

Como o ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo faz o diagnóstico?

Para diagnosticar a epicondilite lateral o ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo primeiramente faz a anamnese e alguns exames físicos, como a palpação do epicôndilo lateral, extensão do punho, dentre outros. Outro método que pode contribuir com o diagnóstico são os exames de imagens, como radiografia, ultrassonografia e ressonância magnética

Que tratamento o ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo indica?

Inicialmente o ortopedista especialista em Ombro Cotovelo pode indicar tratamentos conservadores para que haja o controle da dor. Dentre as terapêuticas não cirúrgicas estão: repouso, ingestão de anti-inflamatórios, fisioterapia, acupuntura, uso de órtese, infiltrações de corticoides, dentre outras.

O médico pode recomendar um procedimento cirúrgico quando a dor é permanente e não responde aos tratamentos convencionais após alguns meses. A atualmente a cirurgia pode ser feita por meio da artroscopia, onde a incisão (corte) é mínima.

É possível prevenir a epicondilite lateral?

Se a essa altura do texto você está se questionando sobre a possibilidade de prevenir a epicondilite lateral, saiba que é possível. Veja as dicas abaixo:

– Se você pratica alguns dos esportes citados neste artigo, como o tênis, tente fazer os movimentos de forma apropriada;

– Antes de iniciar o treinamento ou mesmo as atividades laborativas, alongue os membros superiores;

– Durante o expediente, mantenha a postura correta para não sobrecarregar a articulação do cotovelo e dos músculos do braço;

– Evite atividades repetitivas e esforços estáticos com os membros superiores.

Caso sinta dores constantes no cotovelo, consulte um ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo.

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Dr. Thiago Barbosa Caixeta

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